segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O primeiro...

"Musa nenhuma, por mais fiel, me inspiraria,
Como me inspiras tu, por mim sempre invocado.
Mas não só pra mim és fonte de poesia;
Outros estros já tens certamente inspirado.

Teus olhos, que a cantar ensinam até o mudo,
E em olímpicos vôos excelsam a ignorância,
Às asas do saber ajuntam penas - tudo,
No poeta, transformando em graça e rutilância.

Orgulhem-te, portanto, os versos que burilo:
Nascem todos de ti, são todos de tua alma.
Em versos de outros não influis senão estilo,

Dando-lhes da beleza externa a graça e a palma.
Para mim, és toda arte, és tudo, e as minhas rimas,
Tu só, alçando-me a rude ignorância, as sublimas."

(Do querido e amigo escritor Thiago Zardo)
15.10.2008