domingo, 18 de janeiro de 2009

Contos de Isadora (Parte I)

Era domingo, fazia frio, um bom dia para descansar, permanecer na cama, quem sabe a manhã, tarde e noite toda, mas algo fez com que Isadora saísse de sua cama.
Mesmo exausta e precisando destas poucas horas de descanso, resolveu se levantar.
Ao colocar seus pés no chão, para procurar seus chinelos, algo estranho estava no ar, pois não os encontrou e Isadora morava sozinha há quatro anos.
Levantou-se e preferiu procurar embaixo de sua cama, seus chinelos também não estavam por lá , intrigada, pensou:
"_Que estranho, ontem antes de me deitar deixei-os aqui, ao lado de minha cama e hoje não os encontro!".
Por ter bebido um pouco de vinho para espantar o fantasma da solidão, imaginou que pudesse tê-los deixado em outro lugar.
Por morar sozinha, a jovem mulher, adotou uma mania, sempre andava nua pela casa, mesmo com a baixa temperatura; retirou seu pijama e foi tomar um bom banho, enquanto sua banheira enchia e esperava seus sais de banho espumarem, a bela mulher foi até a cozinha que ficava no térreo de seu sobrado, preparar um chocolate quente, ela adorava degustar um bom chocolate quente enquanto se banhava.
O leite estava quase fervido quando ouviu um barulho vindo de seu quarto, neste instante deixou a xícara que segurava em suas mãos cair, ficou tremula e, antes que pudesse pensar muito, novamente o mesmo barulho, num movimento de medo e susto, Isadora cortou seus pés, pisando nos cacos da xícara que havia quebrado naquele momento, foi até a dispensa e pegou um esparadrapo e um pouco de algodão, para limpar o machucado; enquanto lavava seus pés com álcool para desinfetar o machucado e cobria o ferimento, ouviu novamente o barulho vindo de seu quarto, sem pensar duas vezes, avistou o telefone e ao pegá-lo para chamar a polícia, mais uma surpresa: O telefone estava mudo!
O desespero tomou conta de Isadora, lágrimas de medo escorriam pelos seus belíssimos olhos azuis. Correu até a porta da cozinha, nua, com os pés machucados e sangrando, era uma chance de escapar e pedir socorro, mas este esforço foi em vão, a porta estava sem chave e totalmente trancada.
Isadora, ficou mais pálida do que já estava, chorava, tremia, tanto de medo quanto de frio - já que estava sem suas roupas - não sabia o que fazer!
Pensou em se esconder, mas aonde? Quase no mesmo instante, ouviu passos pela escada que daria em sua cozinha.
A bela e assustada moça, correu até a lavanderia, entrou na despensa onde guardava vassouras e produtos de limpeza, mas isso parecia não adiantar muito, já que os passos e ruídos estavam cada vez mais próximos...


(Continua)