quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Contos de Isadora (parte IV)

Enigmas tomavam conta da cabeça de Isadora, frases soltas, rimas nada lógicas, nada parecia ter sentido.
Seu nome assinava páginas e páginas daquele diário.
Cada leitura uma espécie de ‘Déjà vu’ e a sensação de estar revivendo algo aumentava gradativamente.
No meio do diário havia um envelope de carta que estava fechado com um pingo de vela, como os cavaleiros usavam antigamente, para levar informações sigilosas até outro Reino.
Como Isadora era muito curiosa e já temos muitas provas para esta conclusão, abriu o envelope.
A carta era endereçada à ela e assinada por ela.As incertezas tomavam conta de seus pensamentos, sempre um misto de curiosidade, medo e euforia.Pegou a carta, segurou pelas arestas para que o papel não ficasse com as marcas de seus dedos e começou a leitura atenta e com olhar de fissura.
Leu cada detalhe, interpretou cada palavra, se colocou no lugar daquela que escrevera a carta tentando visualizar a cena que se passava e quais motivos de tanto caos.
Isadora simplesmente se prendera aos fatos e à curiosidade...assim revivia sua antiga história de vida...
(continua)