sábado, 23 de maio de 2009

A tal amizade...

A tal amizade...

Como somos ingênuos com a tal ‘amizade’!
Nos ensinam que amigos são para todos os momentos, para tudo na vida... dizem que os amigos são aqueles que podemos contar, que trazemos para nossa casa, fazemos jantares, churrascos, festinhas ou pequenas comemorações...
Dizem que os amigos são aquelas pessoas que quando mais precisamos estarão ao nosso lado e que no pior momento de nossas vidas, nos estenderão a mão e nos puxarão do fundo do poço!
Dizem também que os tais ‘amigos’ são como anjos (sem asas) na vida da gente, são bênçãos de Deus, são mensageiros de Deus...Isso!!! Mensageiros da felicidade, da calmaria, do bem estar, das modificações e das bênçãos...
Os amigos são mensageiros... mensageiros do amor!
Me disseram também que sempre depois de uma tempestade vem a calmaria e não é que isso é pura verdade!
No desespero: choramos, gritamos, sofremos, nos descabelamos, questionamos Deus sobre o motivo de todo aquele ‘mal’ estar acontecendo conosco e o pior de tudo: Por que justamente com você?
Quantos questionamentos...Ah meu Deus, quantos questionamentos!
Quantas orações!
Quanta falta de consideração do próximo, quanto abandono!
Mas, em minhas orações eu pedi ao Senhor que continuasse abençoando e iluminando todos aqueles que um dia acreditei ser meu “ anjo sem asas”, pedi que os iluminasse, os protegesse...os guiasse pelo caminho do bem, pedi que se um dia passassem por alguma dificuldade, pudessem ter com quem contar e pudessem ter a mim por perto, eu sei secar uma lágrima...mesmo quando esta lágrima não escorre!
Tem certos momentos na vida das pessoas, que elas só precisam de um telefonema.
Não é porque seu 'amigo' não esta ao seu lado oito horas por dia, que você deve esquecê-lo.
Apesar, que para alguns amigos são só colegas de trabalho, ou nem isso!
Que triste!
Mas, infelizmente a vida é assim: as pessoas esquecem quem as outras são ou o que significaram para seu crescimento pessoal, em algum momento de algum dia... com uma palavra que fosse!!!
As pessoas abandonam as pessoas!
As pessoas ficam com medo do sofrimento ou do descobrimento de tais atos...
Na verdade, as pessoas têm medo...muito medo!
Um dia, eu acreditei na amizade, acreditei que pessoas poderiam ser melhores do que eram...confiei, fiquei ao lado e não abandonei! Fiz a minha parte como ser humano.
Pessoas crucificam pessoas, sem pecado algum.
Injustiças, para quem sofre, acontecem todo tempo.
O amor acaba. Os namoros terminam. Os familiares se vão. As empresas nos tratam como objeto. Ficamos doentes. Choramos. Rimos. Começamos do Zero. Ganhamos um animal de estimação. Ganhamos um novo membro na família. Perdemos dinheiro. Recuperamos dinheiro. Nos tornamos MISS. Perdemos o emprego. Ganhamos outro. Cortamos o cabelo e o pior de tudo:
Sofremos...e como sofremos... e tudo isso porque não tivemos os tais ‘amigos’ ao nosso lado quando mais precisamos deles, as “anjos sem asas” existem para nos abraçar e dizer, mesmo que mentira: “FICARÁ TUDO BEM, TENHA CALMA!”

Deus esteve todo o tempo ao meu lado.
Deus está todo o tempo ao seu lado!
Melhor amigo que Ele não há!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Chapeuzinho Vermelho

Olá Pessoal...Segue uma crônica do incrível Millôr Fernandes, espero que gostem!
Comentem, ok?
Beijos

Chapeuzinho Vermelho
Millôr Fernandes

Era uma vez (admitindo-se aqui o tempo como uma realidade palpável, estranho, portanto, à fantasia da história) uma menina, linda e um pouco tola, que se chamava Chapeuzinho Vermelho. (Esses nomes que se usam em substituição do nome próprio chamam-se alcunha ou vulgo). Chapeuzinho Vermelho costumava passear no bosque, colhendo Sinantias, monstruosidade botânica que consiste na soldadura anômala de duas flores vizinhas pelos invólucros ou pelos pecíolos, Mucambés ou Muçambas, planta medicinal da família das Caparidáceas, e brincando aqui e ali com uma Jurueba, da família dos Psitacídeos, que vivem em regiões justafluviais, ou seja, à margem dos rios. Chapeuzinho Vermelho andava, pois, na Floresta, quando lhe aparece um lobo, animal selvagem carnívoro do gênero cão e... (Um parêntesis para os nossos pequenos leitores — o lobo era, presumivelmente, uma figura inexistente criada pelo cérebro superexcitado de Chapeuzinho Vermelho. Tendo que andar na floresta sozinha, - natural seria que, volta e meia, sentindo-se indefesa, tivesse alucinações semelhantes.).Chapeuzinho Vermelho foi detida pelo lobo que lhe disse: (Outro parêntesis; os animais jamais falaram. Fica explicado aqui que isso é um recurso de fantasia do autor e que o Lobo encarna os sentimentos cruéis do Homem. Esse princípio animista é ascentralíssimo e está em todo o folclore universal.) Disse o Lobo: "Onde vais, linda menina?" Respondeu Chapeuzinho Vermelho: "Vou levar estes doces à minha avozinha que está doente. Atravessarei dunas, montes, cabos, istmos e outros acidentes geográficos e deverei chegar lá às treze e trinta e cinco, ou seja, a uma hora e trinta e cinco minutos da tarde".Ouvindo isso o Lobo saiu correndo, estimulado por desejos reprimidos (Freud: "Psychopathology Of Everiday Life", The Modern Library Inc. N.Y.). Chegando na casa da avozinha ele engoliu-a de uma vez — o que, segundo o conceito materialista de Marx indica uma intenção crítica do autor, estando oculta aí a idéia do capitalismo devorando o proletariado — e ficou esperando, deitado na cama, fantasiado com a roupa da avó.Passaram-se quinze minutos (diagrama explicando o funcionamento do relógio e seu processo evolutivo através da História). Chapeuzinho Vermelho chegou e não percebeu que o lobo não era sua avó, porque sofria de astigmatismo convergente, que é uma perturbação visual oriunda da curvatura da córnea. Nem percebeu que a voz não era a da avó, porque sofria de Otite, inflamação do ouvido, nem reconheceu nas suas palavras, palavras cheias de má-fé masculina, porque afinal, eis o que ela era mesmo: esquizofrênica, débil mental e paranóica pequenas doenças que dão no cérebro, parte-súpero-anterior do encéfalo. (A tentativa muito comum da mulher ignorar a transformação do Homem é profusamente estudada por Kinsey em "Sexual Behavior in the Human Female". W. B. Saunders Company, Publishers.) Mas, para salvação de Chapeuzinho Vermelho, apareceram os lenhadores, mataram cuidadosamente o Lobo, depois de verificar a localização da avó através da Roentgenfotografia. E Chapeuzinho Vermelho viveu tranqüila 57 anos, que é a média da vida humana segundo Maltus, Thomas Robert, economista inglês nascido em 1766, em Rookew, pequena propriedade de seu pai, que foi grande amigo de Rousseau.

Waiting...

Após dias e dias de torturas psicológicas, sentimentos de injustiça e inferioridade.
Enfim, surge uma luz no fim do túnel: Conhecimento próprio!
E vamos que vamos!!!

Voltandos aos postssss...

Bjs