terça-feira, 31 de maio de 2011

Como se defender do bullying?

Como se defender do bullying?
Os resultados de um estudo feito na UNICAMP, em 2010, com o objetivo de refletir sobre o bullyingna escola brasileira apontam para um número grande (60%) de vítimas que se sentem menosprezadas pelos seus pares. Acompanhe como esse fenômeno de agressão física e moral pode ser combatido.

“Ninguém pode fazer você se sentir inferior 
sem o seu próprio consentimento”.
Eleanor Rooservelt (1884-1962)

Cotidianamente, educadores se deparam com o problema comum nas escolas: a violência entre os alunos. Uma dessas formas de violência hoje tem sido alvo de investigações e de melhor compreensão de suas características: o bullying. No livro El Bullying: la intimidación y maltrato entre iguales(2002), de J. Martinez, a palavra “bully”, do inglês, significa “aquele que é valente”, sentido ligado às condutas relacionadas a intimidação, agressão, tiranização, ameaças e insultos sobre uma vítima de quem ocupa tal papel.
Hoje em dia, a palavra também se emprega para considerar o assédio que uma pessoa ou um grupo pratica. Por outro lado, no Japão, o termo que se utiliza para a palavra é “ljime”, ou “ljime-ru” (quando agressão verbal). No entanto, o mais significativo da definição japonesa é a confluência de três características: os agressores têm uma posição dominante, os atos causam sofrimento mental e/ou físico e ocorrem entre iguais.
  
Identificamos o bullying a partir de condutas agressivas entre estudantes, com tipos distintos de agressão e manifestando-se por meio do exercício de ações negativas de um sobre o outro. É importante ter em mente que, em todos os casos de bullying, há um (ou mais) autor mal intencionado querendo causar dano a uma vítima, os alvos de bullying.
Os alvos, geralmente, são sujeitos excessivamente acanhados e tristes, apresentando alguma característica culturalmenteestabelecida que os destoam do grupo social de que fazem parte: a cor do cabelo, o tipo físico, a opção sexual etc. Além disso, o autor do bullying agride o alvo em frente a espectadores durante um período de tempo tal para que seja uma violência recorrente.
  
A explicação de que a diferença culturalmente estabelecidaseria a causa para a escolha intencional e repetida de um mesmo alvo para os ataques de seus algozes não é a melhor. Meninos e meninas que se tornam alvos de bullying parecem concordar com a humilhação que recebem, não tendo forças para superá-la. Esses têm um cotidiano de sofrimentos por manter uma imagem empobrecida de si.
Por isso, é aconselhado detectar esse problema, diferenciando-o de brincadeiras agressivas, incidentes pontuais ou brincadeiras relacionadas ao processo de amadurecimento do jovem, pois o caso é diferenciado: um escolar se vê submetido a atos negativos de outros escolares quando sofre violência de forma repetitiva e prolongada.

Formas de reversão
Conseguir refazer essa imagem empobrecida que o alvo de bullying faz de si não é algo fácil. É por isso que os pais devem sempre estar junto dos professores e dos coordenadores da escola para saber como é, verdadeiramente, a vida social do seu filho na escola. Se a criança não quer mais ir à escola, sofre queda no desempenho escolar, volta com menos dinheiro do que deveria, chega em casa machucada, prefere se isolar no quarto e não gosta de comentar sobre os assuntos escolares, é importante conversar e saber os motivos dessas mudanças de comportamento.
  
Em geral, quando a criança sofre bullying por um longo período, ela aceita essa conduta dos colegas e não é capaz de se indignar com essa situação. Muitas vezes sozinha e sem amigos para a apoiarem, a criança se isola socialmente e prefere não comentar sobre o assunto com ninguém.
Muitas vezes preocupados com o conteúdo escolar, esses atos de bullying passam despercebidos pelos professores da escola, os quais, muitas vezes, são também responsáveis por chacotas feitas aos alunos. “Brincadeiras” de professores, como apelidos, podem ser um estopim para que os alunos achem normal tratar seus colegas de sala da mesma forma.
  
bullying, hoje, é um grande problema nas escolas do mundo todo. A intervenção deve vir dos pais, da escola e dos envolvidos, com ações sociais e psicológicas que consigam que os envolvidos se indignem com a situação e tentem revertê-la.



segunda-feira, 30 de maio de 2011

Tudo tem sua hora

Cadela leva 40 tiros, é enterrada viva e sobrevive em Malta

Do UOL Notícias
Em São Paulo



  • Star já recebeu várias propostas de adoção
    Star já recebeu várias propostas de adoção
Uma cadela levou 40 tiros de pequeno calibre no crânio e foi enterrada viva, em Malta, mas, desafiando todas a probabilidades, sobreviveu e passa bem. O caso, que ocorreu na semana passada na cidade de Birzebbuga, foi descoberto por acaso.
Um morador local ouviu um gemido vindo de uma tábua, no meio de um terreno. Quando o pedaço de madeira foi removido, o homem encontrou a cachorra enterrada, somente com o focinho para fora do chão. 
A cadela, que agora se chama Star, foi retirada e levada a um hospital veterinário. Ela foi operada e passa bem. A cadela recebeu propostas de adoção de várias partes do mundo, mas ela ainda levará um bom tempo para se recuperar totalmente.
Agora, as autoridades de Malta querem rever as leis contra a crueldade em animais. Quem for condenado por violência contra os bichos pode pegar até um ano de prisão. 

domingo, 29 de maio de 2011

Escrever errado e falar certo

Português
Escrever errado e falar certo
Quem já não escreveu, em algum momento da vida, poco no lugar de pouco. Ou loro no lugar delouro? E, muitas vezes, quem já aprendeu que devemos escrever louro couro, aprendeu a dizer também que nós falamos errado, pois dizemos loro e coro. Porém, resolver o problema taxando-o deerrado é uma atitude muito simplista, que não leva em consideração questões importantes da língua. Que tal, então, fazer uma análise menos preconceituosa e mais científica dos motivos que nos levam a dizer poço, loro e coisas desse tipo?
Em primeiro lugar, vamos entender como nosso corpo produz os sons das vogais. Faça uma experiência: abra a boca e fale – começando pelo “a” – todas as vogais. Reparou que a boca começa bem aberta e termina mais fechada?
  
Observe a figura ao lado: nela, indicamos em que lugar da boca os sons vocálicos são produzidos.
Antigamente, as palavras que possuíam um ditongo AU sofreram uma transformação: o ditongo AU foi se transformando em OU. Segundo Marcos Bagno (A Língua de Eulália, 1998), isso ocorreu porque a língua possui uma tendência em aproximar as coisas, ou seja, em AU, temos que pronunciar dois sons que são muito diferentes - temos que abrir demais a boca, para depois fechá-la, pois o A é muito aberto, enquanto o U é muito fechado. Para diminuir a ginástica que nossa boca fazia ao dizer AU, aproximando o A do U, fomos transformando o A em O. O nome desse processo é assimilação.
  
E a história não acaba aí: a língua, depois de ter transformado AU em OU, já transformou o OU em O.
Como pudemos observar, a língua se transforma, inevitavelmente. O problema é que as mudanças demoram muito para atingir o código escrito e, por isso, pela não correspondência entre o que falamos e o que escrevemos, temos a errônea impressão de que falamos errado.
É claro que, em alguns casos, devemos optar pela norma culta da linguagem, mas, no caso de OU ser pronunciado O, tanto na norma culta como nos demais falares da língua portuguesa, tal fenômeno ocorre. Para finalizar, lembre-se do que nos ensina Bagno: “...nem tudo o que se diz se escreve, e nem tudo o que se escreve se diz...”. Se tentarmos ser fiéis demais à língua escrita, ficaremos com uma fala completamente artificial.

Fonte: http://clickeaprenda.uol.com.br/mostraConteudo.action?nivel=f2&codigoPagina=NOT1104040201

Amar-te ou Amá-la?

Estava procurando algumas curiosidades sobre a Língua Portuguesa, quando achei o texto abaixo:



"A língua portuguesa é difícil..até para fazer amor! 




AMÁ-LA ou AMAR-TE? 

Amar é...... 





- O marido, ao chegar em casa, no final da noite, diz para sua mulher, que já estava deitada : 

- Querida, eu quero amá-la!
- A mulher, que estava dormindo, com a voz embolada, responde: 
- A mala... ah não sei onde está, não! Use a mochila que está no maleiro do quarto de visitas. 
- Não é isso querida, hoje vou amar-te. 
- Por mim, você pode ir até Júpiter, até Saturno e até à puta que o pariu, desde que me deixe dormir em paz!"


Bem complicadoooooo!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Professora Amanda Gurgel silencia Deputados em audiência pública.



Professora Amanda Gurgel silencia Deputados em audiência pública.
Depoimento Resumindo o quadro da Educação no Brasil.
Educadora fala sobre condições precárias de trabalho no RN/BRASIL.
(10/05/2011)

sábado, 14 de maio de 2011

E eu, lutando para ensinar o "certo"

Livro distribuído pelo MEC defende errar concordância

Um livro didático para jovens e adultos distribuído pelo MEC a 4.236 escolas do país reacendeu a discussão sobre como registrar as diferenças entre o discurso oral e o escrito sem resvalar em preconceito, mas ensinando a norma culta da língua.

Um capítulo do livro "Por uma Vida Melhor", da ONG Ação Educativa, uma das mais respeitadas na área, diz que, na variedade linguística popular, pode-se dizer "Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado".
Em sua página 15, o texto afirma, conforme revelou o site IG: "Você pode estar se perguntando: 'Mas eu posso falar os livro?'. Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico".
Segundo o MEC, o livro está em acordo com os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) --normas a serem seguidas por todas as escolas e livros didáticos.
"A escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma única forma 'certa' de falar, a que parece com a escrita; e o de que a escrita é o espelho da fala", afirma o texto dos PCNs.
"Essas duas crenças produziram uma prática de mutilação cultural que, além de desvalorizar a forma de falar do aluno, denota desconhecimento de que a escrita de uma língua não corresponde inteiramente a nenhum de seus dialetos", continua.
Heloísa Ramos, uma das autoras do livro, disse que a citação polêmica está num capítulo que descreve as diferenças entre escrever e falar, mas que a coleção não ignora que "cabe à escola ensinar as convenções ortográficas e as características da variedade linguística de prestígio".
O linguista Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras, critica os PCNs.
"Há uma confusão entre o que se espera da pesquisa de um cientista e a tarefa de um professor. Se o professor diz que o aluno pode continuar falando 'nós vai' porque isso não está errado, então esse é o pior tipo de pedagogia, a da mesmice cultural", diz.
"Se um indivíduo vai para a escola, é porque busca ascensão social. E isso demanda da escola que lhe ensine novas formas de pensar, agir e falar", continua Bechara.
Pasquale Cipro Neto, colunista da Folha, alerta para o risco de exageros. "Uma coisa é manifestar preconceito contra quem quer que seja por causa da expressão que ela usa. Mas isso não quer dizer que qualquer variedade da língua é adequada a qualquer situação."

domingo, 8 de maio de 2011

Valorize-se mulher!

Admiro as mulheres com classe, educadas e que sabem impor suas ideias sem que pareçam arrogantes!
Acho incrível a delicadeza, o modo de gesticular, o modo de andar e principalmente o modo de sair de cena sem que sejam percebidas.
A mulher que sabe qual seu lugar na sociedade se torna mais independente e consequentemente, mais forte!
Tenho pena das mulheres que querem chamar a atenção a todo custo, que teimam em deixar a vulgaridade evidente, gritando, xingando, se expondo!
Tenho pena da mulher que não sabe ser MULHER e acaba sendo reflexo de um pseudo-feminismo, onde resulta por a+b, futilidade!
Triste mesmo é quando, com tanto poder, a tal dita, não sabe qual a sua importância perante a sociedade ou sua família, prega falsas ideias e falsos ideais; é ridículo notar, que com tantas opções no mundo, ainda tem "mulher" que se joga nos braços do outro sem conhecê-lo, que aceita situações por falta de amor próprio, ou que insiste em correr atrás daquilo que nunca foi dela.
Valorizem-se!
Antes de pensar em amar o próximo, amem a si mesmas, incondicionalmente!
E de uma vez por todas, aprendam que não há resultado pior do que ser desprezada por aquele que não quer te ver, nem pintada de ouro!
Fica a Dica!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Minha época de escola

Na minha época de escola, eu estudava!
Acordava cedinho e tomava muito cuidado para não me atrasar, ou entrar em sala após o professor, levar uma bronca da coordenação ou anotação na agenda, além de ser humilhante, era um pontapé para apanhar em casa, fora os outros castigos.
Na minha época, meus colegas de sala (95% deles) e eu, fazíamos todas as tarefas, estudávamos para as provas, apresentávamos belíssimos trabalhos!
Minha época de escola, foi há sete anos, pouquíssimo tempo!
O que aconteceu com os alunos de hoje?
O que aconteceu com os pais de hoje?
O que aconteceu com a educação?
Na minha época de escola, não importa quão severo fosse o professor, ou quão fosse sua tranquilidade, deveríamos respeitá-lo antes de qualquer coisa.
Lembro que tinha medo de cumprimentar meu professor de história pelos corredores.
Medo de falar algo errado e ser corrigida, ou dele me ignorar!
Hoje se o aluno falta, sem justificativa, quer nota pela tarefa feita bem no dia de sua falta... quer nota sem ter feito nada, e sinicamente diz:  "Eu faltei na sua aula professora, não sabia que tinha tarefa!"
E eu (professora), questiono o motivo de não ter ligado para algum colega e adiantar as atividades, este nem responde, apenas cobra sua nota!
Quer nota?
ESTUDE PARA A PROVA!
Quer ser respeitado?
RESPEITE!
Questionamentos sem fundamento são feitos diariamente, tirando a autoridade do professor em sala de aula, se o aluno é mandado pra fora, logo está de volta! Se o aluno não tira nota na prova, a culpa é do professor que não ensina direito!
Sempre seremos culpados de algo!
Hoje, estando do outro lado, sendo professora, fico pensando nos meus professores, tentando lembrar algo parecido que tenha acontecido com eles e que eu possa tomar como lição, pena que não há!
Na minha época de escola, a educação funcionava, era incrível ter as maiores notas da sala e ser visto como CDF, não conheço muitos CDFs hoje.
Sozinha posso não fazer muita coisa, mas dizem que a vida ensina.
Talvez eu deva esperar para ver alguma melhora, mas irei esperar sentada!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Pequenos Contos - Roberto!

Roberto estava caminhando pela praça quando sentiu que estava sendo seguido.
Olhou para todos os lados, parou por alguns segundos e ... NADA!
Continuou sua caminhada, cantarolando músicas que lhe agradavam, assim foi até a casa de sua amada!
Chegando ao portão, percebeu ruídos estridentes logo atrás dele, ao se mover rapidamente para trás... NADA!
Resolveu ignorar a estranha sensação, chamou Gabriela, sua amada e partiram até a sorveteria.
Roberto comentou o estranho acontecimento anterior com Gabriela e esta disse que não havia de ser nada!
Pobre Gabriela, mal sabia que algo inusitado estava prestes a acontecer!
Próximos de seu destino, Roberto percebeu um vulto passar ao seu lado esquerdo, lado contrário de onde sua namorada estava. Assustado ele a puxou para perto dele, caindo os dois sobre a fria calçada.
Num piscar de olhos, o ambiente era outro.
Sirenes, luzes, sombras, gritos, choro e nada mais!
Tudo ficara escuro e consequentemente o cenário ficara distante.
Roberto parecia pressentir o momento que deixaria sua vida terrestre para agora viver em um mundo paralelo, onde Gabriela não mais seria sua amada; e a solidão, sua companheira eterna!

(ELG)