quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Reflexão sobre o "feriado" de hoje

Reprodução Google Imagens
Todo mundo sabe que hoje é dia de Finados, mas poucos levam à risca o que o dia representa.
Sei que inúmeras pessoas nunca passaram por um momento de perda em suas vidas e não sabem a angústia que é, mas sei também que várias pessoas sabem bem o que estou dizendo.
Certas dores são incuráveis.
Há alguns anos, quando criança, lembro de achar este feriado motivo de passear, comer algodão doce e maçã do amor. Lembro que muitas outras crianças pensavam como eu.
Entretanto, depois que passamos a conviver com a ausência de alguém, que nos foi tirado bruscamente e sem muitas explicações, já que se questionar "Por que ele?, Por que minha família? ou Por que comigo?";não nos traz resposta alguma.
O mais triste é saber que aprendemos a conviver com a ausência, não substituímos e nem trocamos, porém levamos a vida como deve ser levada.
Trabalhamos, Namoramos, Vivemos!
Uma vez ouvi um padre dizendo que pro dia de hoje, tristeza não deveria existir, apenas SAUDADE!
E sim, quanta saudade!
Não tem como não ficarmos reflexivos ao pensar na vida que teríamos se as coisas tivessem sido de outra forma.
Mas a realidade é que a vida foi e é como deve ser, e continuará sendo!
Neste dia, a saudade tomou conta de diversos corações, mas tenho certeza que ninguém esteve sozinho neste sentimento. 
Não comemore um feriado sem saber o seu real significado. 

HISTÓRIA DO DIA DE FINADOS

O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.

É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.

Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava.

Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos. 

Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de "Todos os Santos".

O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.

Mons. Arnaldo Beltrami – vigário episcopal de comunicação